quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Meio?

Por um relacionamento você aceita ser meio expressiva, meio natural e meio você... E ainda quer ouvir um 'eu te amo' inteiro?! ME POUPE!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Do fim.

Há quem vá discordar de modo exagerado, ou talvez timidamente, só para não se comprometer. Há quem vá dizer que a amargura tomou conta da minha vida, que algo de muito ruim tem acontecido pelo meu posicionamento ou até que o Sol estava na casa oposta do meu signo hoje e que e por isso que eu acordei desse jeito, meio rebelde, meio azeda.
Mas na verdade, independente do que os outros digam agora, há uma multidão que vai concordar comigo. Não, eu não estou sozinha nessa. Até porque, no fundo, todo mundo vai concordar comigo um dia.
Com o quê? Bem.. com o fato de que estamos fadados ao fim.
Espera, eu vou desenvolver melhor. Espera, moço, não levante a mão em protesto e nem abra a boca para a defesa da beleza inquestionável da sua vida. Eu não estou falando de beleza, eu estou falando do fim. O fim a que todos nós estamos fadados.
As pessoas podem se iludir um pouco, achando que estou dizendo algo óbvio, do tipo: "Mas é claro que estamos fadados ao fim, somos humanos, humanos morrem!" 
Eu não estou falando da morte.
O que eu quero dizer, meu caro, é que nós, desde que nascemos, estamos fadados ao fim da vida, claro, mas estamos fadados a viver, ao longo de nossos anos, lidando com o fato de que tudo a qual damos início, tudo no qual acreditamos, um dia vai acabar. Não escapam os sonhos, não escapam as vontades, não escapam os desejos.
Os relacionamentos?! AH, esses não escapam mesmo. E, uma dica?! Eles são os primeiros a ter fim. Mas disso eu posso falar mais minuciosamente depois.
Tudo bem.. você não está me levando a sério?! Vai sair, balançar a cabeça e dizer que tudo em sua vida é permanente e bonito?! Mas que saco, eu não estou falando de beleza! Estou falando do fim.
Vamos a uma retrospectiva?! Quem sabe assim te convenço de uma vez. Acho que podemos começar do básico, do que todo mundo gosta de falar, até quem jura que não, mas gosta. Vamos falar dos sentimentos.
Hmmm, um sentimento. Um sentimento.. mas qual?
O AMOR! AH, O AMOR!
Quem não gosta de falar do amor?! O amor, esse, com sabor de fruta mordida (salve Cazuza!), dos calafrios, das noites em claro e do coração palpitante! Quem não gosta de falar do amor? Eu. Eu não gosto de falar do amor. Porque ele está fadado ao fim.
Você se lembra do seu amor de infância? Aquele que você achou que seria o único pro resto da sua vida, ou aquele que era só mais um, mas muito intenso, nas proporções de um amor infantil.. tô falando desse mesmo. Ele não está na sua vida agora. Ele teve fim. 
Mas isso não é exemplo suficiente, eu sei.
O que eu quero dizer é que as pessoas costumam colocar na palavra AMOR o sentido de sua vida, a razão pela qual tudo vale a pena (se a alma não é pequena), pelo qual sempre se deve lutar. Há quem esqueça de si mesmo na busca pelo amor. Há quem se deprima porque alguém um dia colocou em sua cabeça que só se pode ser feliz com alguém, e, se está sozinho, não é feliz.
A questão é que o amor acaba. Se é que um dia você vá encontrar algo para se chamar de amor, essa coisa abstrata, do qual todo mundo fala, pouca gente identifica e que porra nenhuma de ser humano explica.
Não explica, mas fabrica. Nessa busca louca por alguém ou alguma coisa para acreditar que é para sempre, que vai te completar, as pessoas fabricam sentimentos, criam as merdas de expectativa e acabam ali, vazias, com uma idealização fracassada tremenda, mas vazia. E porque? Porque até as idealizações chegam ao fim. Nós estamos fadados a ele.

Não há como fugir do fim, ele simplesmente vem. No caso do amor, ele vem antes do que você imagina: vem antes do casamento, antes do namoro, ou, até mesmo, antes de virar alguma coisa. O fim é uma constante em nós, fora ou dentro, mas nem sempre precisa ser doloroso. O fim é um buraco negro pra quem o constrói, pra quem se torna refém de um sentimento que criou sozinho e que tenta manter para sempre. 
O fim é uma etapa. E vai concordar comigo quem já o experimentou, e percebeu que nenhum fim é uma tragédia quando ele se encontra dentro apenas de você mesmo, e não apoiado em outra pessoa. Colocar o seu fim nas mãos de outra pessoa, ou pior, nas mãos de um amor, que tem prazo de validade, é aprisionar-se de uma vez no vazio, na insegurança e na "beleza inquestionável da vida". Mas eu não tô falando de beleza. Eu estou falando do fim.