Sabe que são tantas coisas para serem ditas e pensadas é até difícil escolher um tema para escrever?!
Hoje, quando acordei, estava pensando em escrever sobre as relações turbulentas entre pessoas do meu meio (relações não-amorosas), mas acho que enlouqueceria se focasse só nesse ponto.
Depois, fiquei decidida a falar a respeito de amor. Ah, o amor. Mas eu só falo disso. Do amor eu vivo nada e escrevo tudo. É incoerente.
Por fim, resolvi que começaria a escrever, escrever.. e quando me cansasse, veria como ficou e tudo certo. E acho que é o melhor a se fazer mesmo. Abranger tudo.
Que fique claro que me cansei de ser complexa. Cansei de ser sempre turbilhão de emoções sem nome, sem pé e nem cabeça. Às vezes, me parece bom tender à praticidade. Ser ou não ser. Gostar ou não. Ficar ou não.
Cheguei à conclusão de que passar noites pensando sobre alguma coisa, só machuca. Quanto mais se questiona, se procura entender, mais dúvidas surgem. Parece que leva ao esclarecimento, mas não. De repente eu, que me achava tão profunda e que não entendia quem vivia das emoções mais cruas, não tenho mais orgulho disso.
Não me sinto bem, como antes, em não saber se é amor, se amizade, se é compaixão pelo fato de pensar sobre tudo de dois em dois minutos e mudar de ideia com a mesma frequência. E me sentia tão incompreendida por aqueles que tinham tudo claro, tudo em pratos limpos, enquanto eu só me afundava na sujeira que eu mesma criava...
É quase uma fobia do complexo. Quase que um medo da imensidão de pensamentos.
Não sei se parece confuso, mas pelo amor de deus, eu não quero que pareça mesmo! Só quero fugir e fugir disso!
Eu tento escapar mas não consigo, porque como já disse anteriormente, eu só sei falar sobre amor. É esse o exemplo que vou tomar.
Há anos eu analiso, fico pensando, e arrisco a dizer que vivo em função de querer entender cada aspecto de cada relação que já tive. E que fique claro, cada relação, cada semi-relação e cada pseudo-relação.
De que me adiantou tudo isso? Se no fim das contas, cada relação teve um ponto final, ou porque o outro era claro e sabia que tendia ao fim ou porquê se cansou de alguém tão complexo?!
Cada semi-relação, acabou por não ir para frente e teve resultados caóticos por falta de clareza, por falta de uma conversa, dessas simples mesmo, sobre a situação.
E o pior: se cada pseudo-relação nunca passou de algo imaginado pela parte complexa, que fantasiou com um romance completo, mas que nunca saiu dessa especulação toda?!
É aí que eu quero chegar. De que adianta tudo isso?! Me orgulhar de ser confusa, de pensar muito, de fazer e refazer cada ação, palavra e sentimento, se no final de tudo, só isso vai me restar?!
Estou entrando de novo no questionamento. É um círculo vicioso.
Um circulo vicioso de complexidade, que leva cada vez mais para o fundo, e que, como resultado final, tem todas as relações diluídas, e o personagem principal, como sempre, sozinho na bagunça.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário