terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"Falta tanto espaço dentro do abraço..."

Acho que a vontade de postar isso hoje veio por que as ruas estavam todas iluminadas com enfeites natalinos, e isso me lembrou quando nós vínhamos até a casa da vó para passar o Natal em família... Ou talvez seja porque já faz um tempo que quero escrever em algum lugar, pôr para fora, o que eu tinha vontade de te dizer nesses quatro anos em que você não está comigo.
Como  diria Maria Gadú, "sei lá, a tua ausência me causou o caos", mesmo que eu procure não fazer desse texto uma lamentação, é impossível não pensar no quão desestrutura minha vida é sem você. Falta o encaixe, sabe? Falta o recheio de todos os abraços que eu tenho recebido, falta meu coração preenchido pela figura que você representava.
Em falar em abraço, quando eu soube que você nunca mais estaria aqui como antes, o que eu sabia que me faria uma falta imensa, foi o abraço. E de repente se formou um nó tão grande na minha garganta, que eu duvido que tenha desatado até hoje.
Eu acho que o eixo principal, no caso, é a saudade. É o quanto eu desejo, e o tudo que eu trocaria, pra ter você de volta comigo.
Pois é, mãe, passsaram-se quatro anos. Passaram-se os anos em que todo mundo acreditava que eu ficaria sozinha, triste e que não suportaria a barra. E nesse momento, eu confesso, que estou sozinha, triste e muitas vezes, em todo esse tempo, eu tive a certeza de que não suportaria tudo mesmo. Mas sabe que eu tenho crescido muito, e amadurecido muito quanto a ficar fraca?!
Acho que você ficaria feliz se me visse hoje. Independente (em termos), crescida e envolta de gente, que à todo o tempo, tenta preencher esse espaço vazio. Alías, tudo que eu tenho feito, é pra te deixar orgulhosa, sempre!
Eu me sinto muito feliz quando alguém em fala que eu estou parecida com você, que tenho os mesmos "dons" que você. Eu sinto como se você estivesse realmente dentro de mim e que as pessoas reconhecem o quanto você era uma mãe esplêndida, a ponto de me passar as qualidades que você me deu!

(continua.)

Nenhum comentário: